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riscos_e_rabiscos

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Que mania que este cão tem!!!

 

O Bóbi gosta muito de estar perto de mim. Se estou na cama, gosta de se deitar um bocadinho aos meus pés, se lhe der mais um bocadinho de confiança, estica-se ao meu lado - portanto fica do meu tamanho - e põe-se a arfar de língua de fora como se estivesse a falar comigo.

 

Quando estou no computador, deita-se na minha cama, mesmo à beirinha para ficar próximo de mim e assim eu lhe fazer umas festinhas de vez em quando e ele me ir observando. Pode ser que eu coma qualquer coisinha que, embora ele possa não gostar, quer que eu partilhe com ele.

 

Mas o pior, pior é quando ele se deita debaixo da minha cadeira... Primeiro, ele acha que é minúsculo e que cabe lá debaixo. Estou para ver se algum dia a cadeira, que é de madeira, se parte. Ele apaga cá um susto que até salta pela janela. A parte mais chata é que, com ele deitado debaixo da minha cadeira, não me posso mexer. Humpf!

Segundo, assim que instala confortavelmente, aproveita para "relaxar" algumas partes do corpo. Relaxa, relaxa, relaxa, relaxa... até eu ficar completamente intoxicada! É com cada bomba antónia que até parece que estamos no Carnaval e alguém mandou uma bombinha de mau cheiro!

 

Já sabem, se alguma vez eu estiver muito tempo sem aparecer, é porque - provavelmente - estarei a recuperar nalguma unidade hospitalar na zona das intoxicações e envenenamentos...

Que mania que este cão tem!

 

 

Um Dia Marcante Para a Humanidade - 10º aniversário.

Sobre um dia tão trágico como este, há sempre muito a dizer. Mas também há o silêncio de empatia, aquele silêncio em que não são precisas dizer palavras pois estas e os sentimentos são os mesmos entre duas ou mais pessoas. E é assim que me sinto para com os familiares e amigos que viram a vida de alguém inocente e que amavam ser roubada de forma tão atroz.

 

Jamais esquecerei este dia 11 de Setembro. Por muitas razões. É por isso que recupero, hoje, o post que escrevi em 2007 acerca deste dia.

 

 

"Faz hoje 6 anos que aconteceu o ataque terrorista ao World Trade Center. Enquanto for viva, jamais esquecerei o que aconteceu, e este dia em particular.
 
Decorria o ano de 2001, um dos anos mais difíceis da minha vida. Foi o meu ano de estágio, mas estágio à moda antiga com atribuição de turmas, regências, reuniões com as orientadoras na escola, e aulas com os orientadores da universidade. Ainda por cima calhou-me o colega de estágio que não deveria calhar a ninguém.: surfista patrocinado pela universidade, que fez a licenciatura à borliu e à conta dos colegas, que ia dar aulas assistidas com directas em cima e altos bafos a álcool e que pensava que ia fazer o estágio à conta desta tansa. Enganou-se. Esclareci logo que não iria trabalhar com ele pois encostava-se a mim para fazer as coisas.
Conclusão: o meu colega só não foi excluído de estágio porque já era muito ”tarde”.
 
Lembro-me perfeitamente que no dia 11 de Setembro fomos almoçar ao restaurante chinês que havia perto da escola. Sentámo-nos, fizemos os nossos pedidos e, subitamente, começam a mostrar imagens do atentado no telejornal da hora do almoço. Já não conseguimos comer nada de jeito… não tirávamos os olhos da TV, estupefactos com o que estava a acontecer perante os nossos olhos.
Decidimos ir para a escola. Já ninguém conseguiu fazer nada. Nesse dia as aulas já não foram aulas mas conversa. Os miúdos também estavam preocupados com aquilo que lhes estava a chegar aos ouvidos.
Alguém foi buscar uma televisão para a sala dos professores e, quem não tinha aulas ou nos intervalos, estava a assistir ao decorrer dos acontecimentos.
 
Para mim esta situação foi, e ainda é, altamente revoltante. Não compreendo como em nome de uma religião se matem pessoas inocentes.
Espero que o bom senso se instale no coração dos homens e que os deuses, sejam eles quais forem, não permitam que aconteça mais nenhuma tragédia como esta à Humanidade…"

 

O meu desejo profundo, é que o Homem tenha aprendido algo com esta tragédia e se tornado num verdadeiro Ser Humando, e que tenha aprendido a resolver diferendos com não-violência. Mas ainda não estou convencida disto.

Uma má notícia... - The reason.

 

A razão que me levou a escrever este post, é o que vai servir de mote para o texto de hoje. É um assunto que mexe profundamente comigo, como irão perceber, e sobre o qual tenho imensa dificuldade em falar/escrever.

 

Quem já me acompanha há algum tempo, sabe que eu trabalhava em 3 colégios particulares: o galinheiro, a pinguinolândia e a escola. No primeiro recusei-me a continuar a trabalhar porque não me pagavam o ordenado. Fiquei apenas com dois.

 

Eu estava em férias quando a minha mãe me telefona a dizer que recebi uma carta da pinguinolândia. Achei aquilo tão estranho, que pedi à minha mãe para abrir a carta e ler. E foi aí que rebentou a bomba: precindiram dos meus serviços sem qualquer tipo de justificação. Foi assim, a seco.

Eu fiquei em choque e senti-me a ruborizar de indignação, com o sangue a ferver-me nas veias. Mas não chorei. Em vez disso, respirei fundo e pus o cérebro a funcionar para arranjar alternativas que me permitissem ganhar alguns trocos. Afinal, tinha perdido mais de metade do meu ordenado mensal.

 

O que me assaltou logo a mente foram as contas para pagar, o não deixar cair este peso monumental nas costas do N.. O resto são pequenos luxos. Se não tiver dinheiro para comprar umas botas ou uns sapatos novos para o inverno, não faz mal. Mesmo que os velhos deixem entrar a água da chuva e me encharquem os pés.

 

Esta situação foi completamente inesperada e nada a fazia prever. Sempre fui uma pessoa assídua, trabalhadora, os pais e as crianças gostavam de mim, as notas eram boas, nunca originei intriguices ou conflitos e muito menos confrontes vossas exas. pinguins, apesar de muitas vezes elas o terem merecido.

Se vocês me perguntarem se eu fui saber o motivo, respondo já que não, que nem sequer valia a pena. Não chegava já este duro golpe? Valia a pena ser enxovalhada por aquelas bocas podres e mentirosas? Se eu lá fosse, não me recebiam e se eu ligasse para elas, nem me atendiam!

 

Mas eu digo-vos o motivo. Quem me colocou lá foi uma ex-colega minha, a quem elas, de início, amavam de paixão mas que depois passaram a odiar de morte. E foi de tal maneira, que correram  (é este mesmo o termo) com ela, sem dó nem piedade. Mais uma vez sem ninguém saber o motivo.

Quando ela saiu, fizeram-me um grande inquérito acerca da minha "relação" com ela, de seguida ameaçaram-me e puseram a guilhotina a pairar sobre a minha cabeça: caso contasse alguma coisa, por mais pequena que fosse, à minha colega, deixaria de lá dar aulas também.

Que fazer perante isto quando nós precisamos tanto?

 

Este ano eu iria ficar com a turma da Santinha porque esta teve bebé. E isto estava a consumir as pinguins ao máximo, dai optarem pela opção mais fácil. Adiante.

Agora reparem, quando eu fui para lá, fui substituir a Santinha que deu lá dois meses de aulas e depois lhes deu com os pés. Havia imensas queixas dela e os pais não gostavam nada dela.

Como as pinguins não sabem fazer mais nada senão lixar os outros, fizeram a vida negra a uma colega até ela sair de lá. E foi nessa altura que a Santinha voltou ao "terreno".

Para que não voltasse a haver comparações entre mim e a Santinha, nunca me foi dada a turma dela. Obviamente que todos perceberam o motivo.

 

Estes são alguns dos motivos mesquinhos possíveis e prováveis para a minha conveniente saída: a transferência do ódio que tinham à minha ex-colega para mim e a possível hipótese de haver comparações entre mim e a Santinha, sabendo elas que eu era melhor. E isto não é para me gabar porque não sou desse tipo, vocês sabem. Motivos de gente mesquinha.

 

E foi do medo e desespero que vivo o meu dia-a-dia, decorrente desta situação, que comecei a desenvolver as linhas mestras do PROJECTO* na minha cabeça...

 

* Mais à frente conto o que é isto do "PROJECTO".

Colar made by me.

Uma das minhas cores favoritas é o roxo, ou lilás a par do azul. Outra coisa que adoro, são anjinhos. Em bijuteria, sempre adorei os camafeus. Assim que pus os olhos em cima deste camafeu, mentalmente, montei este colar. Se bem o pensei, melhor o fiz. E saiu este resultado da conjugação de uma série de pormenores de que gosto.

 

O que acharam deste colar?

 

Mas ainda há mais bijuteria... mas não tirei fotos ainda! Depois mostro também.

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